Jacqueline Sinhoretto

Jacqueline Sinhoretto 2016-12-21T14:19:54+00:00
Currículo
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Doutora pela USP, 2007 / Pós-doutorado na Universidade de Toulouse – Le Mirail, 2008

Professora Adjunta de Sociologia – Docente Permanente do PPGS-UFSCar

Professora do Departamento de Sociologia da UFSCar. Lidera o Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos – GEVAC. Atua nas áreas de Sociologia da Administração da justiça e Sociologia da Violência, atuando principalmente nos temas: administração institucional de conflitos, acesso à justiça, violência, segurança pública, sistema de justiça, prisões, controle estatal do crime, estudos sobre polícia. É pesquisadora do INCT Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos – InEAC. Tem atuação em extensão universitária, em consultorias, pesquisas aplicadas e ações relacionadas à implementação das políticas de prevenção à violência e segurança pública. É autora dos livros “Os justiçadores e sua justiça: Linchamentos, costume e conflito” (2002) e “A Justiça perto do povo. Reforma e gestão de conflitos” (2011).

Linha de Pesquisa no PPGS: Estrutura, Poder e Mobilidades

Áreas de Investigação: Sociologia da administração de conflitos, sociologia da violência, justiça, crime, segurança pública, prisões

Grupo de Pesquisa: Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos – GEVAC

Projeto(s) de Pesquisa em Andamento:

Desigualdade racial e segurança pública em São Paulo.
A pesquisa tem o objetivo de acompanhar, por meio de dados quantitativos e qualitativos, os resultados das ações policiais sobre os diferentes grupos de cor/raça na população paulista. A partir dos resultados preliminares que indicam que os jovens negros são os alvos preferenciais das ações policiais, busca-se ampliar a coleta de dados para compreender o quadro da produção da desigualdade racial na segurança pública.

A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção
A investigação procura compreender como as instituições e os agentes estatais, especialmente aqueles ligados à prevenção, ao controle e à administração judicial do crime, estão sendo afetados pela emergência do que nomeamos como nova organização do mundo do crime, à qual corresponde o fortalecimento de uma nova moralidade, novas formas de administração de conflitos e de relacionamento com agentes estatais. Pergunta-se como os agentes estatais se vêem afetados por esta novidade; qual o impacto disto sobre o seu trabalho, sobre os modos de exercer a prevenção, o controle e a administração do crime; quais representações eles elaboram sobre as mudanças nos contextos em que atuam; como eles percebem o contexto em que desenvolvem suas atividades profissionais. Para atingir este objetivo estão propostas 8 estratégias de pesquisa articuladas, que permitirão abordar, em contextos etnográficos diversos, diferentes situações e agentes ocupando posições variadas no campo da prevenção e do controle do crime, em espaços geográficos diversos, que compreendem a cidade de São Paulo e cidades médias da região central deste estado. Além disto, como contraponto e elemento de comparação, o estudo também incluirá cidades médias do Triângulo Mineiro, onde se supõe que a influência do PCC seja mais rarefeita embora não ausente. Financiada pelo INCT/InEAC.

Controle social estatal em face da organização do mundo do crime no interior paulista
A pesquisa toma por objeto de investigação a forma como as instituições e os agentes estatais, especialmente aqueles ligados à prevenção, ao controle e à administração judicial do crime, estão sendo afetados pela emergência do que nomeamos como a nova organização do mundo do crime, à qual corresponde o fortalecimento de uma nova moralidade, novas formas de administração de conflitos e de relacionamento com agentes estatais. Pergunta-se como os agentes estatais se veem afetados por esta novidade; qual o impacto disto sobre o seu trabalho, sobre os modos de exercer a prevenção, o controle e a administração do crime; quais representações eles elaboram sobre as mudanças nos contextos em que atuam; como eles percebem o contexto em que desenvolvem suas atividades profissionais. A investigação científica será orientada pela hipótese de que esta nova organização do mundo do crime engendra conflitos de dimensões macrossociais, relativos à disputa entre lógicas e moralidades diferentes para administração de conflitos, e institui novas formas, normas e procedimentos de gestão de disputas, as quais adquiriram alta eficácia dentro e fora do mundo do crime. Financiada pelo CNPq.